O problema apareceu no púbis. A causa estava no movimento.
Antes de pensar em retorno, o caso precisava de leitura: onde a dor aparecia, como a carga se distribuía e quais músculos estavam deixando de cumprir seu papel.
A preparação começou a bater no limite da dor.
Quando iniciou sua preparação para uma maratona, um corredor profissional de 33 anos começou a sentir dores na região do púbis. Conforme os treinos aumentavam de intensidade e volume, o desconforto também crescia.
O que antes era apenas um incômodo passou a limitar sua evolução, comprometendo sessões importantes de treinamento e gerando preocupação cada vez maior com a proximidade da prova.
O local da dor não contava a história inteira.
Na avaliação, identificamos sinais de inflamação na região púbica, confirmando o quadro de pubalgia. Porém, como acontece em muitos casos, a origem do problema não estava exatamente no local da dor.
Após uma análise detalhada da corrida e dos padrões de movimento, observamos déficits importantes de força na musculatura posterior da coxa. Essa deficiência alterava a distribuição das cargas durante a corrida, fazendo com que os músculos adutores trabalhassem além do necessário e sobrecarregassem a região do púbis repetidamente.
Tratar sintoma e corrigir a causa.
O tratamento foi direcionado não apenas para aliviar os sintomas, mas principalmente para corrigir a causa do problema. Associamos técnicas de terapia manual para controle da dor com exercícios específicos de reeducação biomecânica, fortalecimento e reequilíbrio das musculaturas profundas responsáveis pela estabilidade e eficiência da corrida.
O prognóstico era longo. A resposta veio antes.
O prognóstico inicial apontava para um processo de recuperação que poderia durar meses. No entanto, graças à identificação precoce da causa real da lesão e à adesão do atleta ao tratamento, a evolução foi muito mais rápida do que o esperado.
Em poucas semanas, ele já estava sem dor, retomando sua preparação normalmente e chegando à maratona com confiança para competir sem restrições.
Mais do que eliminar a dor, o objetivo foi devolver a segurança necessária para que ele pudesse focar novamente no que realmente importava: correr e performar no seu melhor nível.
A evolução combinou diagnóstico precoce, adesão do atleta e um plano direcionado à causa da sobrecarga.
Sua dor também merece uma avaliação completa.
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